A deusa silvestre vem apressadamente
pela espessura do lírio pulando ângulos e hóstias, além de ossos surdos
e se precipita no súbito detendo-se
sob auspícios do cadáver da ninfa
sem cabeça... e derrama rosas no lodo.
No fim, cestos vazios da deusa sem flor.
Entre ervas degolado jazia
ninfo cadáver cisne sem pescoço
ou bulbo separado da haste.
Sonhei bacante nua
em minha cama esplêndida
aberta como uma rosa de outubro
mas no sonho impotente
mole falo não ajudava
o rapto.
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