Silêncio da luz perpétua desperta túmulo
assalta pássaro melancólico ou metálico
sobre lápide (com duas fatais datas)
pássaros de asas desalmadas
e canto obsceno ocupam-se
com o possível da imagem
e da entranha do voo que não é jaula
a olhar jângal que deixou na casa
ó mundo decadente de escórias fundado
o que reste do grito violinos do outono devorem
como a submissos bemóis falsa pauta
o que sobre da paisagem olho inocula na alma
a cinza sobrevivente vive do incêndio da anágua.
Vige treva
coração escuro viceja.






