06
Seg, Abr

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Epifânico e vil o poema. Caixa de incertezas crônicas. A ressoar impureza. Ninho de canto bursátil.

Um céu ingênuo te espera, pecador descabido. Subido ser inútil. Clamor cego ouvirás logo que descerres a carne e entres esperançoso  e rude na dor definitiva. Depois da morte. Lua baldia que teu olhar pasta é delírio noturno do tempo. Cósmica ilusão. Que sol perpetra de sua tumba clara e longa. A voz embuçada (e óssea) que ouves é troar de teu coração pálido. Escapas à sinuosidade do amor. (És fátuo). Porque és pedra. Díspar. És divisão. Fratura do ser.  E o amor é uno inteiro.

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Murilo Gun

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