A solidão inspira ratos.
Sou calcante e adivinho
Filho de Anfiaram, irmão de Anfíloco.
Fossem queimar-se toneladas de livros
volumosa e falsa poesia
que se publicam anualmente no Brasil
e o fogo eterno seria insuficiente.
Das cinzas dos impérios erguem-se raposas.
Sobre a cova anônima dos heróis
Tranqüilas baratas transitavam.
As joialheiras de Paris ficaram nostálgicas
silêncio assomou às sacadas
estendeu-se às calçadas ate à extinção.
Gares fumegaram.
O Sena vomitou borbotões (e cargueiros
que transportavam cinzas de heróis antigos).
A náusea apossou-se dos sulevares
Adormeceram nos molhos talismã.
Manhãs não mais se prometiam
O sol se recusou a sair.
quando Michaux morreu.






