Heras da tarde de Sartre árido
musgo de Balzar gordo
mares de Hugo. miserável.
Céu insone acendeu
seu véu de mica e grinalda
grisalha como feldspato cai
sobre a vida mineral.
Como lume galopando até o cume.
Fez-se imóvel o silêncio
para ouvir rumor de folha e rouxinol.
Decapitados capricórnio.
Pela eternidade do transitório.
O efêmero fica.
Ao cão que pensa.
A mendigo ineses de cacto e cardíacos
Cavalo bordado de galopes aquosos.
Siga labirinto de mauleus até tua alma.
À alquimia que corre nas haras do lábaro.
Silêncio atiça o solitário.
Espessura e aura. Lume, seiva pupila parida.
Azul e zelo.
De ostra em ostra, o estranho poema.
Épura de fogo, vitral de cinza e redoma.
À luz de acetileno do duodeno.
Poema: palavra em levante pacífico
no teatro desarmado da página.
Severo sol e sua luz rigorosa desfechar
punhais de aridez no dorso
calcinado da caatinga.
Amantes adejam no céu da cama
como pássaro transparentes.
Signos confusos de dédalos e musgos.
Ignoto na noite de esfinge
a devorar axiomas
sob uivo de inequações surpresas
decifrando sombras
de silhuetas sórdidas.
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